quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Separar o Pecado do Pecador
Na Carta Encíclica “Spe Salvi”, o Papa Bento XVI diz que o juízo de Deus é para nós fonte de esperança. Como coisas tão trágicas – como o inferno e o juízo de Deus – podem trazer esperança? Existem pregadores que não querem falar do inferno e dizem que Deus é amor, misericórdia, por isso como poderia existir o inferno. Isso é artimanha do diabo: transformar a confiança em Deus em presunção, ou seja, a pessoa não leva a sério suas responsabilidades porque tem a presunção de que será perdoada!
Nunca pregamos tanto a misericórdia de Deus e estivemos tão atolados em pecados como agora, tudo isso por causa da presunção. E assim muitos pensam: “Se o inferno não existe, o que tem se eu roubar esse dinheiro?” Se não acreditamos mais na existência do inferno nos transformamos em pessoas para além do bem e do mal. O pecado é aquilo que me destrói, me faz uma pessoa pior, e eu não posso agora usar a misericórdia de Deus para justificar minha destruição.
A mãe ama seu filho, mas odeia o pecado que o destrói. Nós que somos seguidores do Deus, que é Amor, temos de alimentar em nosso coração um amor infinito pelos pecadores e ódio supremo pelo pecado. Temos de ser capazes de dividir essas duas realidades.
A grande diferença entre o cristão e o não cristão, no campo moral, é que o cristão peca e odeia o seu pecado, e o não cristão peca e faz do pecado um projeto de vida, um jeito de viver.
Nós precisamos usar essa espada que divide pecado e pecador. Nós amamos nossos irmãos pecadores, mas odiamos o [pecados] que eles fazem. O sacerdote atende os fiéis em confissão, sentado, porque ali ele age como um juiz, para absolver o pecador.
Santo Isaac de Nínive dizia o seguinte: “O homem que chora os próprios pecados é maior que este que ressuscita os mortos”. Por quê? Quando você chora os próprios pecados o Reino de Deus está acontecendo em você. Existem pessoas com o coração fechado, fechadas para Deus e para a bondade. Pessoas assim, soberbas, duras, não se dobram ao Senhor. E também há pessoas como nós, que temos esse coração medíocre, somos honestos, mas de vez em quando mentimos; nós rezamos, mas de vez em quando perseguimos quem reza; perdoamos, mas também guardamos mágoa. Imagine se vamos entrar no céu com um coração assim? Não pode ser!
De nada nos adianta dizermos que amamos a Deus Pai se não odiarmos os nossos pecados para sermos d'Ele. Se você se arrepende dos pecados, o Todo-poderoso precipita o pecado no inferno e salva o pecador. Nós precisamos chegar no céu com o coração transformado, e isso é misericórdia de Deus para nós.
O inferno existe não porque Deus não é misericórdia, mas porque somos livres para voltarmos nossas costas para o Senhor. Então leve a sério a sua vida, tenha medo de perder Deus! Ao mesmo tempo, devemos ter infinita confiança n'Ele, confiança de que Ele não morreu inutilmente e de que Ele fará de tudo para nos salvar.
Por isso, ninguém está autorizado a parar de pregar sobre a existência do inferno. O julgamento de Deus Pai nos fins dos tempos é para nós fonte de grande esperança. Nosso Senhor quer nos salvar. Se você vê que na sua família há pessoas fazendo do pecado um projeto de vida, ajude-as a sair desse mal.
Nunca pregamos tanto a misericórdia de Deus e estivemos tão atolados em pecados como agora, tudo isso por causa da presunção. E assim muitos pensam: “Se o inferno não existe, o que tem se eu roubar esse dinheiro?” Se não acreditamos mais na existência do inferno nos transformamos em pessoas para além do bem e do mal. O pecado é aquilo que me destrói, me faz uma pessoa pior, e eu não posso agora usar a misericórdia de Deus para justificar minha destruição.
A mãe ama seu filho, mas odeia o pecado que o destrói. Nós que somos seguidores do Deus, que é Amor, temos de alimentar em nosso coração um amor infinito pelos pecadores e ódio supremo pelo pecado. Temos de ser capazes de dividir essas duas realidades.
A grande diferença entre o cristão e o não cristão, no campo moral, é que o cristão peca e odeia o seu pecado, e o não cristão peca e faz do pecado um projeto de vida, um jeito de viver.
Nós precisamos usar essa espada que divide pecado e pecador. Nós amamos nossos irmãos pecadores, mas odiamos o [pecados] que eles fazem. O sacerdote atende os fiéis em confissão, sentado, porque ali ele age como um juiz, para absolver o pecador.
Santo Isaac de Nínive dizia o seguinte: “O homem que chora os próprios pecados é maior que este que ressuscita os mortos”. Por quê? Quando você chora os próprios pecados o Reino de Deus está acontecendo em você. Existem pessoas com o coração fechado, fechadas para Deus e para a bondade. Pessoas assim, soberbas, duras, não se dobram ao Senhor. E também há pessoas como nós, que temos esse coração medíocre, somos honestos, mas de vez em quando mentimos; nós rezamos, mas de vez em quando perseguimos quem reza; perdoamos, mas também guardamos mágoa. Imagine se vamos entrar no céu com um coração assim? Não pode ser!
De nada nos adianta dizermos que amamos a Deus Pai se não odiarmos os nossos pecados para sermos d'Ele. Se você se arrepende dos pecados, o Todo-poderoso precipita o pecado no inferno e salva o pecador. Nós precisamos chegar no céu com o coração transformado, e isso é misericórdia de Deus para nós.
O inferno existe não porque Deus não é misericórdia, mas porque somos livres para voltarmos nossas costas para o Senhor. Então leve a sério a sua vida, tenha medo de perder Deus! Ao mesmo tempo, devemos ter infinita confiança n'Ele, confiança de que Ele não morreu inutilmente e de que Ele fará de tudo para nos salvar.
Por isso, ninguém está autorizado a parar de pregar sobre a existência do inferno. O julgamento de Deus Pai nos fins dos tempos é para nós fonte de grande esperança. Nosso Senhor quer nos salvar. Se você vê que na sua família há pessoas fazendo do pecado um projeto de vida, ajude-as a sair desse mal.
(Texto adaptado da pregação de setembro de 2010).
Padre Paulo Ricardo
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
RELIGIOSIDADE: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS
A história de hoje é de um professor ateu que desafiou
os seus alunos com a seguinte pergunta:
os seus alunos com a seguinte pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
E um aluno respondeu corajosamente:
- Sim!
- Deus fez tudo mesmo? Perguntou, novamente, o professor.
- Sim, professor. Respondeu-lhe o jovem.
- Pois bem, se Deus fez todas as coisas, então
Deus fez o mal, pois o mal existe. E considerando que nossas ações são o reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor,
feliz, vangloriava-se de haver provado mais uma vez
que a fé era um mito e que não deveríamos ter fé.
Deus fez o mal, pois o mal existe. E considerando que nossas ações são o reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor,
feliz, vangloriava-se de haver provado mais uma vez
que a fé era um mito e que não deveríamos ter fé.
Foi aí que outro estudante levantou a sua mão,
calmamente, e disse:
calmamente, e disse:
- Professor, eu poderia lhe fazer uma pergunta?
- Sem dúvida, respondeu-lhe o mestre.
O Jovem ficou de pé e disse:
- O frio existe, professor?
- Mas que pergunta é essa, meu amigo?
Claro que existe. Ou você por acaso nunca sentiu frio?
Claro que existe. Ou você por acaso nunca sentiu frio?
E o rapaz disse-lhe:
- Na verdade, professor, o frio não existe.
Segundo as leis da física, o que consideramos frio é,
na verdade, a ausência de calor. Todo corpo ou objeto
pode ser estudado quando tem ou transmite energia,
mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo
possua ou transmita energia. O zero absoluto é a
ausência total e absoluta de calor. Todos os corpos
ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos
com a ausência de calor. E a escuridão, existe mestre?
Segundo as leis da física, o que consideramos frio é,
na verdade, a ausência de calor. Todo corpo ou objeto
pode ser estudado quando tem ou transmite energia,
mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo
possua ou transmita energia. O zero absoluto é a
ausência total e absoluta de calor. Todos os corpos
ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos
com a ausência de calor. E a escuridão, existe mestre?
E o professor respondeu-lhe:
- É claro que sim!
- É claro que sim!
E o aluno novamente retrucou o mestre:
- Novamente, o senhor se engana.
- Novamente, o senhor se engana.
A escuridão tampouco existe. A escuridão, na verdade,
é a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a
escuridão não. O Prisma de Newton decompõe a luz
branca nas várias cores em que ela se compõe,
só que com os seus diferentes comprimentos de ondas.
A escuridão, bem, a escuridão não é bem assim.
Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina as superfícies que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro
está um determinado local do espaço? Apenas com base
na quantidade de luz presente neste local, não é mesmo?
A escuridão, portanto, é um termo que o ser humano
criou para descrever quando há a ausência de luz naquele momento.
é a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a
escuridão não. O Prisma de Newton decompõe a luz
branca nas várias cores em que ela se compõe,
só que com os seus diferentes comprimentos de ondas.
A escuridão, bem, a escuridão não é bem assim.
Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina as superfícies que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro
está um determinado local do espaço? Apenas com base
na quantidade de luz presente neste local, não é mesmo?
A escuridão, portanto, é um termo que o ser humano
criou para descrever quando há a ausência de luz naquele momento.
- Finalmente, o jovem estudante perguntou ao mestre:
- Professor, diga-me agora: o mal existe?
- Claro que existe! Como falei no início da aula, vemos roubos e violência diariamente em todas as partes do mundo. Essas coisas são sem sombra de dúvida o mal.
E o estudante novamente respondeu:
- Professor, o mal não existe,
E o estudante novamente respondeu:
- Professor, o mal não existe,
ou ao menos, não existe por si só. O mal é simplesmente
a ausência de Deus em cada ser humano. E é, como
nos casos anteriores, um termo que o ser humano criou
para descrever essa ausência de Deus. Portanto, Deus
não criou o mal, mas nós sim, o praticamos por livre arbítrio.
Não é como a fé ou o amor que existem ou como a luz e o calor.
O Mal resulta de uma humanidade que não tem Deus presente em seu coração. É como o frio, que surge quando não há calor, ou a escuridão, que acontece quando não há luz em nossas vidas...
a ausência de Deus em cada ser humano. E é, como
nos casos anteriores, um termo que o ser humano criou
para descrever essa ausência de Deus. Portanto, Deus
não criou o mal, mas nós sim, o praticamos por livre arbítrio.
Não é como a fé ou o amor que existem ou como a luz e o calor.
O Mal resulta de uma humanidade que não tem Deus presente em seu coração. É como o frio, que surge quando não há calor, ou a escuridão, que acontece quando não há luz em nossas vidas...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Vale a pena sonhar
Não abra mão dos seus sonhos!
Era uma manhã de sábado enquanto caminhava pelo vilarejo do litoral baiano, uma paisagem, entre tantas, me chamou atenção: uma casinha com alpendres, varandas e muitas flores nativas, daquelas bem simples, que nascem e crescem sem exigir cuidados, com cores diversas e vibrantes, beleza simples e original.
Atraída pela beleza, aproximei-me da casa e, como não havia ninguém, fiquei bem à vontade para observar os detalhes. Em pouco tempo percebi uma placa pendurada no alto do portão central, onde estava escrito escrito: "Vendo, troco ou alugo. Faço qualquer negócio". Logo pensei no proprietário da casa. "Por que será que está tão decidido a se desfazer desta propriedade?"
A casa parecia bem planejada. Tinha detalhes de bom gosto, sinais de delicadeza. Deduzi que se o dono estava assim tão disposto a se desfazer dela, certamente seus sonhos teriam se perdido no tempo.
Já faz alguns anos que vivi este fato, mas até hoje penso no assunto. Dizem que sonhos não envelhecem, eu concordo. Aliás os sonhos nos mantêm vivos. "Quem deixou de sonhar já parou de viver...", diz o poeta.
Bom, se pudesse teria me arriscado a dizer ao proprietário daquela casa: "Não desista dos seus sonhos!". Ou diria ainda para ter calma antes de abrir mão de tudo. Na hora das decisões é sempre prudente ponderar entre o sentimento e a razão. Onde estarão os motivos que o levaram a construir uma casa tão bonita?
E quanto a você que agora lê meus escritos de um fim de tarde: Por onde andam seus sonhos? Quer falar sobre isso? Pode ser que, por algum motivo, também tenha colocado uma "placa de venda" neles, abrindo mão deles. Ou pode ser também que não tenha se desfeito da "casinha", mas vive nela por viver... Por alguma razão, tenha perdido o entusiasmo e o encanto pela vida. Neste caso, o pior é que todas as vezes em que pensa nos detalhes de seus sonhos é como se tocasse em feridas da alma, o coração aperta e dói. Eu sei, não é fácil, mas é possível superar esse sentimento, com a graça de Deus! Eu sou testemunha disso.
Vou mais além: será que nos "vilarejos" de sua história há algum sinal de desistência? Pensar em seus sonhos de criança lhe causa alegria ou tristeza? Seja como for, convido-o a valorizar seus sonhos. Eles são seus e isso os torna preciosos, exclusivos e muito valiosos.
É certo que existem sonhos em nossa vida que, por diversas circunstâncias, não foram nem serão realizados. Aí precisamos encontrar em Deus uma maneira de enfrentar a realidade sem nos deixar contagiar pela decepção. Uma maneira de lidar com situações assim é fazer, por exemplo, a leitura dos acontecimentos valorizando o que existe de bom em nossa história, de forma a permitir que Deus cure o que sobrou da dor.
Recordo-me de um sonho que tinha quando era crainça. Por admirar a relação dos meus pais e sabendo que eles sempre foram pobres, pensava em fazer uma festa bonita na comemoração dos seus cinquenta anos de casados. So que isso não aconteceu. Quando faltavam apenas dois anos para o acontecimento o meu pai faleceu. Lembro-me de que quando voltamos do velório, fomos rever algumas fotos e minha mãe mostrou-me uma que eu havia guardado para fazer o convite das bodas, ela sabia desse meu desejo e partilhou comigo, em lágrimas, a sua dor. Senti naquela hora que não seria possível realizar o sonho que eu havia alimentado havia tanto tempo e a dor da perda do meu pai se misturava com mais essa perda. Pode parecer uma coisa simples, mas para quem a vive não o é.
No meu caso, precisei entregar a situação a Jesus e pedir-Lhe várias vezes que curasse meu coração, pois todas as vezes em que ouvia falar em "bodas de ouro" sentia tristeza e lembrava meu sonho desfeito. Hoje graças a Deus, já superei isso. Deus foi mostrando-me as inúmeras graças de ter uma família como tenho e a presença do meu pai por tanto tempo em meio a nós. E fez-me perceber que muito mais valia isso do que fazer uma festa bonita sem ter o que realmente celebrar. Lembro-me ainda de muitos outros sonhos de criança, alguns que ainda busco realizar, outros que já realizei e sou grata. Por exemplo, eu sonhava, desde pequena, em me casar às 18 horas e entrar na igreja ao som da Ave-Maria com um buquê de flores e um terço na mão, seria uma homenagem a Nossa Senhora. Casei no ano passado e Deus providenciou tudo para que fosse assim e foi lindo!
Quando vejo as fotos e penso naquele dia fico contente por ter realizado mais um sonho, e por aí vai... A vida segue seu rumo e precisamos seguir o nosso também. Certamente na sua vida não é diferente, imagino que você possua sonhos que já tenha conseguido realizar e outros, não. Mas se entre os sonhos que não realizamos existem tantos outros que conseguimos realizar, por que pararmos na dor?
Por outro lado, quando falamos de sonhos possíveis de realizar, é preciso acreditar e lutar por eles com tudo que temos, sem desistir até o último instante. Por isso, hoje, não permita que situações ou pessoas roubem sua vontade de sonhar. Jesus Cristo foi um grande sonhador. Ele sempre falou de sonhos e nunca deixou de encarar Sua realidade humana e divina. Seu exemplo e Sua vitória nos contagiam e nos chamam a segui-Lo confiantes, buscando a cada dia fazermos a nossa parte. Sonhos não viram realidade num toque de mágica, a alegria da vitória passa pela luta de cada dia. Coragem!
Talvez, hoje, seja um ótimo dia para você voltar aos "vilarejos" de sua história, tirar as "placas" que denunciam desistência e voltar a sonhar, tomar posse do que já é seu. Não abra mão dos seus sonhos!
Se você não realizou seus sonhos, entregue-os a Deus, não deixe que a lembrança deles lhe roube a alegria. E os que foram realizados, considere-os como sinais de que é possível ir mais longe quando acreditamos e não paramos nas barreiras. Elas existem para ser superadas.
Estamos juntos! Rezo por você. Seus sonhos podem se tornar realidade se você acreditar. Vale a pena sonhar!
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.
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