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quinta-feira, 30 de junho de 2011

O barulho das palavras


Escutar significa receber alguém dentro de nós
Dizem que quando Deus quer falar, não precisa do barulho das palavras, fala nos acontecimentos, no silêncio da natureza, fala como quer e do jeito que quer. Mas será que quando o Todo-poderoso quer falar estamos dispostos a ouvi-Lo? Eis a questão. Parece que, nos dias atuais, nossos ouvidos estão sempre ocupados. Escolhemos o que queremos ouvir, colocamos o fone e esquecemos o mundo à nossa volta. Como o Senhor costuma falar de um jeito sempre novo, fica difícil conseguirmos identificar Sua voz. Talvez nem paremos para pensar sobre isso, mas o fato é que a vida segue um ritmo tão acelerado que já não temos tempo para ouvir: nem uns aos outros nem a Deus.

Escutar é uma bela arte, saber falar também... Acredito que, se estamos buscando um crescimento espiritual, precisamos dar passos neste sentido, porque só conseguimos ouvir a voz de Deus se nossos ouvidos estiverem treinados em ouvir as pessoas. Você sabe o que se passa com a pessoa que está ao seu lado, seja no trabalho, em casa ou na escola? Costuma perguntar como foi o dia daqueles que convivem com você? É fácil perceber que há pouco interesse em ouvir o outro, talvez porque para fazê-lo é preciso esvaziar-se de si mesmo, e este é um desafio que, apesar de construtivo, nem sempre é apreciado.

Hoje dizer “faça silêncio”, talvez não seja a solução se quisermos crescer como pessoa, pois existem vários tipos de silêncio e nem todos são produtivos. Há silêncios, por exemplo, que são tidos como sábios. Outros, como necessários e outros ainda como indiferença. Portanto, antes de “resolver silênciar, precisamos ter a motivação certa. Já que, muitas vezes, a maior caridade não é simplesmente calar, mas sim ouvir e acolher a quem precisa falar.



É assustador, mas real, há muitas pessoas morrendo porque não conseguem ninguém que as escute. Ocupados com aquilo que escolhemos ouvir, vamos nos deixando embalar pela música que nos toca e não pelas situações que nos cercam.

Outro dia fiquei admirada com o que presenciei. Estava em um consultório médico e chegaram dois jovens, um rapaz e uma moça, não sei se eram irmãos ou amigos, não creio que seriam um casal, apesar de terem chegado juntos. Já sentados, trocaram algumas palavras e, em alguns minutos, cada um colocou o fone nos ouvidos e o silêncio reinou. Passei um bom tempo ainda no lugar e não os ouvi trocar uma palavra sequer. Coisa estranha, não é? Por que será que o som que sai do fone é mais interessante do que a vida de quem está ao nosso lado? Por que será que os meios que vêm para comunicar acabam nos roubando a comunicação? Penso que é hora de darmos mais atenção à forma como temos lidado com essa realidade e valorizarmos mais o diálogo.

Tanto as palavras como o silêncio têm sua força, negativa ou positiva; é grande sabedoria saber usá-los, mas é preciso usá-los. As palavras fazem parte da nossa essência, comunicar é preciso! Com palavras nos aproximamos ou nos afastamos do outro, apaziguamos ou ferimos. Damos ou tiramos a vida. Marcamos nossas escolhas com palavras e falar com a vida, com paixão, com os olhos, com os gestos, com a alma e com amor é transmitir esperança a quem nos ouve. Porém, na hora de escutar as pessoas, o barulho das palavras não ajuda nada. E aí entra o importante papel do silêncio.

Escutar significa receber alguém dentro de nós, em nosso coração e isso quase sempre se dá no silêncio. Por isso, é preciso ouvir a pessoa ! Não o que dizem da pessoa ou o que imaginamos a seu respeito, mas escutar a própria pessoa. Dar tempo para a pessoa falar. Parar o que estamos fazendo e olhar para a pessoa com a atenção que ela merece. É mais do que simplesmente ouvir palavras, é acolher a pessoa do jeito que ela está, com suas dores ou alegrias. É exigente, mas benéfico, pois quando escuto o outro, aprendo com ele, cresço com suas experiências e evito muitos erros.

Já observou que nossos problemas, muitas vezes, tomam proporções maiores do que as reais, justamente porque não escutamos as pessoas? Fiquemos atentos e procuremos dar mais atenção àqueles que nos cercam. Silenciar, sim, o silêncio tem um valor incalculável, mas que nosso silêncio não seja de indiferença e sim de acolhimento.

Penso que saber ouvir e saber falar é antes uma questão de respeito e amor à própria vida. Praticar essa arte é um dom.

Se enquanto você estiver lendo este texto, perceber que o barulho das palavras o tem impedido de ser melhor, tenha a coragem de recomeçar, silenciando. Por outro lado, se perceber que seu silêncio não tem produzido vida, saia dele o quanto antes e vá ao encontro do outro, levando uma palavra de esperança. Em todo caso, viva bem o hoje; apaixone-se pela vida. Partilhe suas lutas e conquistas. Faça pausas para escutar os outros e, pela força da comunicação, dê mais qualidade aos seus dias e seja feliz.
Foto Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal


segunda-feira, 20 de junho de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE



Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.



O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).

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Ouça Podcast sobre a Santíssima Trindade com professor Felipe



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Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.

A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).

A Profissão de Fé do Papa Dâmaso diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804).

A Igreja ensina que as Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:

“Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [n'Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).

Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe [...]. A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro [...]. Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).

O primeiro Catecismo, chamado "Didaqué", do ano 90 dizia:

"No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué 7,1-3).

São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2).

Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, afirmava: "Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda" (Carta aos Efésios 9,1).

"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual" (Carta aos Magnésios 13,1-2).

São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: "Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (I Apologia 61).

São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista, mártir no ano 156, declarou: "Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém" (Martírio de Policarpo 14,1-3).

Teófilo de Antioquia, ano 181, confirmou: "Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]" (Segundo Livro a Autólico 15,3).

S. Irineu de Lião, ano 189, afirmou: "Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus [...]" (Contra as Heresias I,10,1).

"Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto d'Ele antes de toda a criação" (Contra as Heresias IV,20,4).

Tertuliano, escritor romano cristão, no ano 210: "Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: 'Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'" (Do Batismo 13).

E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:

"Cremos [...] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas" (Credo de Nicéia).












Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que é castidade?



O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que o sexo é usado antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (Cat. §2345)

“E todo aquele que nele tem esta esperança, se torna puro como ele é puro.” (1Jo 3,3) A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal…

Para se viver uma vida casta é necessário uma aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.

Santo Agostinho disse que: “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.” (Confissões, 10,29,40).

Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisto a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos. (cf. Cat. §2340)

Santo Agostinho disse que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.” (Confissões, 10,29,40) A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. (cf. Cat. §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas um caricatura de homem.

Infelizmente a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e de sua espiritualidade.

O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de doar-se aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” ( Cat. §2348).

Santo. Ambrósio ensinava que: “As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência; isto significa viver a vida sexual apenas com o seu cônjuge. Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica (Vid. 23)”. ( Cat. §2349)

Também os noivos são chamados a viver em castidade. A vida sexual só deve ser vivida após o casamento, pois só então o casal se pertence mutuamente, e para sempre, com um compromisso de vida assumido um com o outro para sempre.

“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade”. ( Cat. §2350)

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Do livro A MORAL CATÓLICA

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Encontro do dia: 20/02/2011

Tema: PECADO


"Cortar o mal pela raiz" Mc 9,42-50




Neste encontro, buscamos realmente cortar pela raiz tudo aquilo que nos afasta de Deus.


Partilha sobre PECADO


→ O pecado entrou no mundo através de Adão e Eva e está presente em toda a história do povo de Deus , e se faz presente nos dias de hoje.
→São Paulo vem nos dizer em Romanos 6, 23 que: Pois a morte é o salário do pecado, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.
Quando estamos vivendo em pecado nossa vida fica sem sentido , a morte que São Paulo vem nos dizer é justamente a morte para as coisa boas da vida , a morte espiritual e ainda podemos dizer de uma morte física.


→ Pecar não é simplesmente cometer um erro , mas é anular, em pequenas doses, aquilo que há no homem de bom ante os outros seres: a humanidade. É perder a sensibilidade, o caráter, o respeito a si e ao outro, é cometer um suicídio, é morrer aos poucos, é enveredar-se na tola perdição é “perder a alma”.


→Partilha da Palavra: Mc: 9 , 42-50 – “Cortar o mal pela raiz’’
Às vezes temos que admitir que alguma coisa precisa mudar seriamente em nossa vida. Não dá pra ficar enrolando... É preciso cortar o mal pela raiz.


Jesus fala de uma forma muito dura, mas é justamente para que nós saiamos do nosso comodismo e passamos a enxergar com novos olhos, passamos a colocar Jesus no centro de nossas vidas.




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Encontro do dia 06 de fevereiro!

Confira os melhores momentos do primeiro encontro de 2011!


domingo, 6 de fevereiro de 2011

ENCONTRO DIA 06/02/2010

Tema: REcomeçar


Neste encontro, que marca o início das atividades do grupo no ano de 2011, abordamos o tema do começar para os novos integrantes e recomeçar para os veteranos. Usamos ainda de brincadeiras e dinâmicas para que o ano se inicie com toda alegria e ânimo natural de todo jovem!


Qual a diferença entre começar e REcomeçar?
Qual delas é a mais difícil de fazer?



Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido com ESPERANÇA e RENOVAÇÃO.


A cada instante há um recomeço na vida, um recomeço da confiança, de fé que nossos dias são vividos com a esperança de que o amanhã será melhor.


Devemos sair da rotina, do comodismo e enfrentar os medos. Mas para ser feliz precisamos buscar sempre o melhor.


É necessário remover as pedras dos nossos caminhos para um lugar seguro, para que não tropecemos novamente, virar a página, é preciso recomeçar um novo livro, Esquecer o que se passou há anos, há meses, há dias, há horas, há instantes. 


Recomeçar é acreditar que a vida se renova… nos nossos pensamentos e, sobretudo, nas nossas atitudes!


Em Josué 1:9 temos uma palavra de confiança para todo começo ou recomeço: "Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores."



Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Porque se pensarmos pequeno... Coisa pequena terá... Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. Tenhamos determinação e força de vontade. Que conscientização do nosso interior transforme a nossa vida.


Começar algo não é uma tarefa difícil, basta ter disposição e vontade.
Desde que estejamos dispostos a seguir em frente mesmo se aparecerem obstáculos ou dificuldades.
O que nos leva a concluir os nossos projetos é a MOTIVAÇÃO...
Quando houver entusiasmo dificilmente a derrota encontra espaço para atuar...
Muitas vezes deixamos muitos projetos para trás porque nos faltou entusiasmo ou motivação.


Tudo pode ser recomeçado: Um trabalho, um casamento, um sonho, um projeto...
Não se deixe contaminar pelas perdas, pelas desilusões.
- Fique de pé diante de Deus e diga: “Senhor, não vou desistir... Vou recomeçar neste ano de 2011 tudo o que o mundo e as pessoas destruíram”.



HOJE É DIA DE VOCÊ RECOMEÇAR A VIVER E A RECONSTRUIR SUA VIDA!



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

É HORA DE RECOMEÇAR...


Venha participar conosco do nosso 1° Encontro do ano de 2011.As 09h no dia 06/02  no salão da Igreja Nossa Sra. Aparecida. Situada na rua: Medéia, n°:205 , no bairro Cenáculo.


SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!!!


Salve Maria!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O ESPÍRITO DO NATAL


Deixa eu ver se o espírito do Natal
já está na sua casa.


Não, não quero
ver a árvore iluminada na sala,
nem quero saber quanto você já
gastou em presentes.


Quero sim,
sentir no ambiente a mensagem viva do
aniversariante desse Dezembro mágico:
toda a família está unida?


O perdão já eliminou aquelas desavenças
que ocorrem no calor das nossas vidas?



Não quero ver a sua despensa cheia,
quero saber se você conseguiu doar
alguma coisa do que lhe sobra,
para quem tem tão pouco,
às vezes nada.



Não exiba os presentes que você já comprou,
mesmo com sacrifício,
quero ver aí dentro de você a preocupação
com aqueles que esperam tão pouco,
uma visita, um telefonema, uma carta,
um e-mail...



Quero ver o espírito do Natal entre pais que
descobrem tempo para os filhos,
em amigos que se reencontram e podem parar
para conversar,
no respeito do celular desligado no teatro,
na gentileza de quem oferece o banco
para o mais idoso,
na paciência com os doentes,
na mão que apóia o deficiente visual na
travessia das ruas,
no ombro amigo que se oferece para
quem anda meio triste,
perdido.





Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas,
respeitando os animais,
a natureza que implora por cuidados tão simples,
como não jogar o papel no chão,
nem o lixo nos rios.


Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas,
no convite ao consumo,
mas no enfeite que a bondade faz no
rosto das pessoas generosas.





Por fim, mostre-me que o espírito do Natal
entrou definitivamente na sua vida,
através do abraço fraterno, da oração sentida,
do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,
do riso franco,
do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz,
não resistir ao desejo de fazer outras pessoas,
também felizes.



Deixe o Natal invadir a sua alma,
entre os perfumes da cozinha que vai se
encher de comidas deliciosas,
no cheiro da roupa nova que todos vão exibir,
abrace-se à sua família e façam alguns
minutos de silêncio,
que será como uma oração do coração,
que vai subir aos céus,
e retornar com um presente eterno,
duradouro:
o suave perfume de Jesus, perfume de paz,
amor,
harmonia e a eterna esperança de que um dia,
todos os dias serão como os dias de Natal.






Feliz Natal para você e para os seus!




Autor: Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ADVENTO → TEMPO DE ESPERA

                                                   O  que é Advento?
Advento é o início do ano litúrgico,é tempo  de  espera
pela vinda do Salvador .A palavra ADVENTO vem do Latin   adeventus  que significa á  de chegar.Por isso se fica á espea , se fica atento , a chegada do noivo que vem ao enconto de sua noiva.Para nós catóicos o advento é um momento de vigilancia , oração e espera.

                                               A COROA DO ADVENTO
A coroa do advento é um círculo. envolvido por folhas verdes , e também por quatro velas, e uma fita vermelha que é amarada em volta das quto velas.
→As velas:
*A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva.
*A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida.
*A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna.
*A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

→A fita vermelha:
Significa o amor de Deus que envolve  a manifestação do noso amor , que espera ansioso a vinda do Senhor.

→O círculo:
Sinal de uma aliança que jamais terá fim.
→Os ramos Verdes:
Significa a esperança da vinda do Senhor.

→O Presépio:
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encontro do dia : 05/12/2010

O valor da Oração

Neste encontro buscamos levar os participantes a uma reflexão sobre o que a Oração significa pra nós, o que é estar realmente em sintoinia com Deus.


Texto utilizado para o encontro:



Um sacerdote visitava frequentemente um enfermo em sua casa. E sempre observava com estranheza a presença de uma cadeira vazia à cabeceira do enfermo. Um dia perguntou-lhe:


- «Para quê uma cadeira vazia junto da cama?»

- «Não está vazia», respondeu o enfermo. « Coloquei Jesus nessa cadeira e estava a falar com Ele quando você chegou…Durante muitos anos, era-me muito difícil fazer oração, até que um amigo me explicou que rezar é falar com Jesus. Ao mesmo tempo, aconselhou-me a colocar uma cadeira vazia junto de mim, que imaginasse Jesus sentado nela e procurasse falar com Ele, escutar o que Ele me respondia. Daí em diante, não tive dificuldades em rezar.»

Alguns dias mais tarde, veio a filha do doente à casa paroquial para informar o sacerdote de que seu pai tinha falecido. Disse:


- «Deixei-o só um par de horas. Parecia tão cheio de paz! Quando voltei de novo ao quarto, encontrei-o morto. Mas notei algo de errado: a sua cabeça não repousava sobre a almofada da cama, mas numa cadeira colocada ao pé da cama.

Conclusão:
Deparamo-nos com uma sociedade em que o valor da oração está em crise.
Poderemos mesmo dizer que a nossa relação com Deus está em crise, pelo facto de não orarmos ao nosso Paizinho...
Os jovens são facilmente influenciáveis por aquilo que os rodeio. Assim, havendo uma sociedade que despreza o valor da Oração, os jovens, mais tarde ou mais cedo, também irão dizer o mesmo.
Poderíamos dizer que a oração é como comer uma sopa...Sabemos que a "sopa" faz-nos bem. No entanto, não gostamos de a comer...
Muitas vezes ouvimos dizer dos nossos jovens que a oração é um conjunto de fórmulas e que por isso é uma "seca"...





segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Encontro do dia 28/11/2010

TEMA:  ''A FELICIDAE''

Nesse encontro buscamos rever os nossos conceitos sobre o que é ser feliz,e como encontramos a veradeira felicidade que vem de Deus.



Felicidade na sua porta

''Oi! Muito prazer!

Meu nome é Felicidade.

Faço parte daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva. Por isso se chama presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.

Sou casada, sabiam? Sou casada com o Tempo. Ah! Meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas, cura machucados, vence a tristeza...

Juntos, eu ( Felicidade ) e o Tempo tivemos três filhos: a Amizade, a Sabedoria e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha, uma menina linda, sincera e alegre. A Amizade brilha como o sol, une as pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.

A do meio é a Sabedoria. Culta e íntegra, sempre foi mais apegada ao pai, o Tempo.

A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O benjamim é o Amor. Ah, como esse me dá trabalho! É teimoso. Às vezes, só quer morar em um lugar.

Eu vivo dizendo:

- Amor, você foi feito para morar em dois corações, não apenas em um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo.

Quando ele começa a fazer estragos, eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma das pessoas mais importantes na vida me ensinou uma coisa:

- Tudo, no final, sempre dá certo. Se ainda não deu, é porque não chegou ao fim.

Por isso, acredite sempre na minha família, acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente, no Amor.

Aí, quem sabe um dia, eu, a Felicidade, não bato na sua porta?''



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ENCONTRO DO DIA 14/11



Tema: A amizade


Neste encontro, buscamos propor uma reflexão a respeito das nossas amizades e propor valores morais para a manutenção dos nossos laços de amizade.


Você já parou para pensar sobre o que é a verdadeira amizade?
A palavra amigo é usada de maneira muito ampla pela maioria de nós.
Apresentamos como amigos os colegas de escola ou de faculdade; os colegas de trabalho, os amigos que conosco praticam esporte, ou aqueles com quem nos relacionamos em várias atividades.

E é bom que assim seja, pois ao chamarmos de amigos, de alguma forma os aceitamos, e passamos a tentar conviver bem com eles.
Mas será que esses são os nossos verdadeiros amigos? Será que nós somos os verdadeiros amigos dessas pessoas?


Nossos verdadeiros amigos têm uma real conexão conosco. São aqueles que realmente gostam de nós e de quem nós gostamos verdadeiramente.

O verdadeiro amigo nos aceita como somos, mas não deixa de nos dar conselhos para que mudemos, sempre para melhor. E nós aceitamos esses conselhos porque sabemos que vêm de quem se importa conosco.

O verdadeiro amigo se alegra com nossas alegrias, com nossos sucessos, e torce pela realização de nossos sonhos.
O verdadeiro amigo preocupa-se quando estamos tristes e, frente a situações difíceis para nós, está sempre disposto a ajudar.

O verdadeiro amigo não precisa estar presente em nossas vidas todos os dias, mas sabemos que está ao nosso alcance quando sentirmos saudades, quando quisermos saber se ele está bem, ou quando precisarmos dele.
Distâncias não encerram amizades sólidas, em uma época onde a comunicação é tão fácil. Mas, mesmo sem um contato constante, o sentimento de afeto não se abala.

Se cativarmos um amigo, então somos responsáveis por essa amizade. Devemos saber retribuir as atenções e o carinho recebidos, com a mesma dedicação.

Afinal, a real amizade é como uma estrada de duas mãos: nos dois sentidos os sentimentos são semelhantes.

Com o verdadeiro amigo temos a chance de praticar o real amor para com o próximo, ainda tão difícil de praticar com todos, como Jesus recomendou.
Temos a chance de praticar o perdão, pois nosso caro amigo tem o direito de errar como qualquer ser humano o tem. E, se errar conosco, que o perdoemos, pois amanhã talvez sejamos nós a pedir perdão.


Jesus e Seus apóstolos formaram um grupo de dedicados amigos. Muitos deles, sem se conhecerem previamente, desenvolveram, naqueles curtos três anos da pregação do Mestre, uma amizade que duraria até o fim de suas vidas.

Quando, após a morte de Jesus, se viram aparentemente sozinhos, ajudaram-se mutuamente, deram forças uns aos outros para a dura missão que teriam pela frente.

Amigos são verdadeiros presentes que Deus nos dá. Muitas vezes são antigos companheiros de jornada que reencontramos, para que continuemos juntos, nos apoiando nesta nova caminhada.

Não busquemos quantidade, mas, sim, a qualidade, certos de que a verdadeira amizade deve ser cultivada e cuidada como algo de real valor em nossa vida, algo que não nos pode ser tirado, e que levaremos conosco eternamente.





Dinâmica:

Não poderíamos deixar de fazer a tão conhecida dinâmica da folha de papel, e propor uma discussão, mostrando que uma amizade se assemelha a folha, onde uma vez "amassada" nunca volta ao seu estado de origem, permanecendo com as marcas de coisas feitas anteriormente (dobras, rasgados..). Para isso devemos pensar bem antes de realizar alguma coisa em relação a outras pessoas, principalmente os amigos.


Dinâmica dos anjos:

Propomos ao fim do encontro, um sorteio de "anjos"; isto é, sorteamos pessoas que estivessem no encontro. A idéia é que a pessoa que tira seu nome, torna-se seu anjo e este durante toda a semana (até o prox. encontro) fica com a obrigação de rezar por você e procurar saber sobre sua semana...
É uma atividade muito legal para todos e permite um aumento no nível de aproximação dos integrantes.


Sugestões de músicas para o encontro: 

-Mais que amigos: Anjos de Resgate
- Sou teu anjo: Anjos de Resgate
- Eternos amigos: Anjos de Resgate





quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ENCONTRO DO DIA 07/11



Tema: O aborto


Neste encontro, buscamos resgatar valores sobre a vida e demonstrar a realidade das das práticas relacionadas ao tema.



Dinâmica Jogo das Opções

Material: papel ofício e caneta.
Preparação: Distribua tiras de papel e canetas para cada participante peça pensem em alguma situação em que o aborto esteja presente. Pode ser uma história real ou um filme, livro, novela ou música. Eles deverão  descrever em poucas palavras esta situação na tira de papel, ressaltando os motivos pelos quais o aborto foi cogitado ou realizado.

Ação: Divida os participantes em grupos de acordo com os motivos que levaram os personagens das histórias a optar pelo aborto. Cada jovem deverá ler a sua história para os colegas de grupo. Aquela que representar melhor a opinião de todos será escolhida. O grupo também pode criar outra história que contemple as situações abordadas individualmente e a decisão que julguem mais adequada para a situação.

Organize todos em semicírculo e peça que cada equipe apresente sua produção. No decorrer das apresentações, complemente as informações e estimule a discussão, pedindo que os participantes se posicionem em relação ao que concordam ou discordam em cada história.


Utilizamos um vídeo de forma a complementar e ilustrar a discussão:




Questões para reflexão:

1 . Principais riscos que uma mulher corre durante o processo.
2. A legalização do aborto.
3. E Maria, mãe de Jesus que ainda tão nova e recebe a notícia de um filho. Já pensou se ela tivesse o abortado? Será que estaríamos aqui hoje para discutir a respeito deste assunto?



Conclusão:

Agora, todos nós, sabemos um pouco mais sobre este polêmico assunto que é o aborto, tão presente na sociedade em que vivemos. Cabe a nós não o direito de julgar, mas acolher aqueles que por algum motivo escolhem o aborto como melhor solução para os imprevistos que a vida pode lhe trazer. 

É sempre bom pensar, que o conhecimento adquirido pode ajudar também outras pessoas que muitas vezes perdem o rumo ao se depararem com tais situações.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Encontro do dia 31/10/2010


Tema: Missão e partilha a exemplo de Santa Terezinha – “Compreendi que meu amor não devia se traduzir somente por palavras”.


Neste encontro, buscamos contextualizar as missões e partilha propondo um nexo entre figuras religiosas da igreja católica, como a vida de Santa Terezinha do menino Jesus.


A Campanha Missionária, promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias, propõe para este ano de 2010 o tema “Missão e Partilha”, e, como lema, “Ouvi o Clamor do Meu Povo” (cf. Ex 3,7b).

O tema “Missão e Partilha” remete à Campanha da Fraternidade deste ano, a qual todo ano buscamos resgatar, com enfoque e dimensão missionária. O lema “Ouvi o Clamor do Meu Povo” remete ao Êxodo do povo de Israel, e aos muitos “êxodos” dos povos atuais. Também nos remete ao tema da migração, mobilidade humana, do ser peregrinos, lembrando-nos permanentemente que o horizonte da Missão é o mundo, a humanidade no seu todo.

O cartaz traz um fundo verde, sinal de esperança. A Missão alimenta, fortalece nossa fé, esperança e caridade, mantém-nos no caminho da fidelidade a Deus e à humanidade, Povo de Deus (LG 2).

A água remete ao valor e a dignidade da vida como elemento vital para o planeta, onde vive e está inserida a humanidade. Aqui, especificamente, remete-nos à realidade amazônica, com sua rica biodiversidade. Lembramos que a última semana do outubro, dedicada à Amazônia, vem inserida no contesto do Mês das Missões.

O barco remete à figura bíblica da Igreja Peregrina que “navega” pelos mares da história da humanidade. Nela se destaca a figura de Jesus Cristo. É Ele quem dá segurança: “Não tenham medo... Avancem para águas mais profundas!” (cf. Mt 4,18). Ao mesmo tempo aponta para o horizonte amplo e universal da Missão, que é o mundo, a humanidade. A Missão não tem fronteiras!

Destaca-se ainda a figura dos índios, etnias vivas e presentes na realidade amazônica, do Brasil e de outros países. Povos que nos acolheram, abrindo-se à Boa-Nova do Evangelho, e que precisam ser respeitados e valorizados, como portadores de valores evangélicos já presentes, quais “sementes do Verbo Encarnado” que estabeleceu morada definitiva junto à humanidade e que, portanto, chegou lá muito antes que o missionário. Contudo, este poderá, sim, ajudar no processo de explicitação da Verdade e Pessoa de Jesus Cristo, como nosso Senhor e Salvador, já atuante e presente na história salvífica da humanidade.


Pe. Daniel Lagni - Diretor Nacional das POM do Brasil
Disponível em <http://jmissionaria.blogspot.com/2010/04/divulgado-o-cartaz-da-campanha.html>. Acessado em: 05/11/2010.



A vida de Santa Terezinha:


Francesinha, que nasceu em Aliçon 1873, e morreu no ano de 1897. Santa Terezinha não só descobriu no coração da Igreja que sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Terezinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas, com a autorização do Papa e sua vida passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.


Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual. 

O mais profundo desejo do coração de Terezinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma", e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra. 

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ".

Disponível em: <http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/santa_teresinha/index.php>. Acessado em: 05/11/2010.



Por fim, fica a mensagem de que o amor anima, traz significado a vida. Ágape é o nome deste sentimento que não exige retribuição. É puro. É livre. A falta de amor traz os piores sentimentos (inveja, orgulho, desrespeito...). O outro nome do amor é a caridade, e a caridade é Ágape.


O momento foi propício ainda para a leitura da carta dos Bispos, reunidos na ocasião da 44ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde percebe-se um incentivo grandioso para os jovens:


"[...] Jovens, nós os convocamos, em nome de Jesus Cristo, a transformar o mundo e a não ter medo de dar sua resposta à vocação batismal, ao matrimônio, ao sacerdócio, à vida consagrada, religiosa e secular, especialmente ao desafio missionário, sendo fermento, sal e luz na família, na Igreja e na sociedade.

Convidamos toda juventude a colocar seus talentos e sua criatividade a serviço de Jesus Cristo e de sua Igreja. Confiamos em vocês para que, juntos, encontremos novos caminhos para o anúncio de Jesus Cristo e para a revitalização de nossa ação evangelizadora. Contamos com a solidariedade de todos. Assim, caminharemos juntos com coragem e esperança."

Vamos nos permitir amar e ser amados para então aceitarmos as missões de Deus para as nossas vidas!




Música utilizada no encontro: Passarinho – Irmã Kelly Patrícia