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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tudo o que Deus faz é bom e é perfeito!



Um rei que não acreditava na bondade de DEUS tinha um servo que 
em todas as situações lhe dizia: meu rei, não desanime porque tudo 
que Deus faz é bom e é perfeito, Ele não erra!

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.

O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua 
majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão 
por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não
teria sido atacado e perdido o meu dedo.

O servo apenas respondeu: meu rei, apesar de todas essas coisas, só 
posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas. 
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei 
mandou prender o seu servo .

Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens 
que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, 
os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: 
ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

Ao voltar para o palácio, o rei mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito 
afetuosamente.

_ Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado 
pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: 
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse 
preso?

_Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado 
em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que 
Deus faz é bom e é perfeito. Ele nunca erra!

Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins 
que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo 
tem um propósito. Todas as manhãs, ofereça seu dia ao Senhor Jesus.


Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, 
apaziguar os seus sentimentos. E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!



FONTE:  MISSÃO FOI POR VOCÊ

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O barulho das palavras


Escutar significa receber alguém dentro de nós
Dizem que quando Deus quer falar, não precisa do barulho das palavras, fala nos acontecimentos, no silêncio da natureza, fala como quer e do jeito que quer. Mas será que quando o Todo-poderoso quer falar estamos dispostos a ouvi-Lo? Eis a questão. Parece que, nos dias atuais, nossos ouvidos estão sempre ocupados. Escolhemos o que queremos ouvir, colocamos o fone e esquecemos o mundo à nossa volta. Como o Senhor costuma falar de um jeito sempre novo, fica difícil conseguirmos identificar Sua voz. Talvez nem paremos para pensar sobre isso, mas o fato é que a vida segue um ritmo tão acelerado que já não temos tempo para ouvir: nem uns aos outros nem a Deus.

Escutar é uma bela arte, saber falar também... Acredito que, se estamos buscando um crescimento espiritual, precisamos dar passos neste sentido, porque só conseguimos ouvir a voz de Deus se nossos ouvidos estiverem treinados em ouvir as pessoas. Você sabe o que se passa com a pessoa que está ao seu lado, seja no trabalho, em casa ou na escola? Costuma perguntar como foi o dia daqueles que convivem com você? É fácil perceber que há pouco interesse em ouvir o outro, talvez porque para fazê-lo é preciso esvaziar-se de si mesmo, e este é um desafio que, apesar de construtivo, nem sempre é apreciado.

Hoje dizer “faça silêncio”, talvez não seja a solução se quisermos crescer como pessoa, pois existem vários tipos de silêncio e nem todos são produtivos. Há silêncios, por exemplo, que são tidos como sábios. Outros, como necessários e outros ainda como indiferença. Portanto, antes de “resolver silênciar, precisamos ter a motivação certa. Já que, muitas vezes, a maior caridade não é simplesmente calar, mas sim ouvir e acolher a quem precisa falar.



É assustador, mas real, há muitas pessoas morrendo porque não conseguem ninguém que as escute. Ocupados com aquilo que escolhemos ouvir, vamos nos deixando embalar pela música que nos toca e não pelas situações que nos cercam.

Outro dia fiquei admirada com o que presenciei. Estava em um consultório médico e chegaram dois jovens, um rapaz e uma moça, não sei se eram irmãos ou amigos, não creio que seriam um casal, apesar de terem chegado juntos. Já sentados, trocaram algumas palavras e, em alguns minutos, cada um colocou o fone nos ouvidos e o silêncio reinou. Passei um bom tempo ainda no lugar e não os ouvi trocar uma palavra sequer. Coisa estranha, não é? Por que será que o som que sai do fone é mais interessante do que a vida de quem está ao nosso lado? Por que será que os meios que vêm para comunicar acabam nos roubando a comunicação? Penso que é hora de darmos mais atenção à forma como temos lidado com essa realidade e valorizarmos mais o diálogo.

Tanto as palavras como o silêncio têm sua força, negativa ou positiva; é grande sabedoria saber usá-los, mas é preciso usá-los. As palavras fazem parte da nossa essência, comunicar é preciso! Com palavras nos aproximamos ou nos afastamos do outro, apaziguamos ou ferimos. Damos ou tiramos a vida. Marcamos nossas escolhas com palavras e falar com a vida, com paixão, com os olhos, com os gestos, com a alma e com amor é transmitir esperança a quem nos ouve. Porém, na hora de escutar as pessoas, o barulho das palavras não ajuda nada. E aí entra o importante papel do silêncio.

Escutar significa receber alguém dentro de nós, em nosso coração e isso quase sempre se dá no silêncio. Por isso, é preciso ouvir a pessoa ! Não o que dizem da pessoa ou o que imaginamos a seu respeito, mas escutar a própria pessoa. Dar tempo para a pessoa falar. Parar o que estamos fazendo e olhar para a pessoa com a atenção que ela merece. É mais do que simplesmente ouvir palavras, é acolher a pessoa do jeito que ela está, com suas dores ou alegrias. É exigente, mas benéfico, pois quando escuto o outro, aprendo com ele, cresço com suas experiências e evito muitos erros.

Já observou que nossos problemas, muitas vezes, tomam proporções maiores do que as reais, justamente porque não escutamos as pessoas? Fiquemos atentos e procuremos dar mais atenção àqueles que nos cercam. Silenciar, sim, o silêncio tem um valor incalculável, mas que nosso silêncio não seja de indiferença e sim de acolhimento.

Penso que saber ouvir e saber falar é antes uma questão de respeito e amor à própria vida. Praticar essa arte é um dom.

Se enquanto você estiver lendo este texto, perceber que o barulho das palavras o tem impedido de ser melhor, tenha a coragem de recomeçar, silenciando. Por outro lado, se perceber que seu silêncio não tem produzido vida, saia dele o quanto antes e vá ao encontro do outro, levando uma palavra de esperança. Em todo caso, viva bem o hoje; apaixone-se pela vida. Partilhe suas lutas e conquistas. Faça pausas para escutar os outros e, pela força da comunicação, dê mais qualidade aos seus dias e seja feliz.
Foto Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal


segunda-feira, 20 de junho de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE



Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.



O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).

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Ouça Podcast sobre a Santíssima Trindade com professor Felipe



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Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.

A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).

A Profissão de Fé do Papa Dâmaso diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804).

A Igreja ensina que as Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:

“Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [n'Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).

Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe [...]. A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro [...]. Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).

O primeiro Catecismo, chamado "Didaqué", do ano 90 dizia:

"No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué 7,1-3).

São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2).

Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, afirmava: "Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda" (Carta aos Efésios 9,1).

"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual" (Carta aos Magnésios 13,1-2).

São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: "Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (I Apologia 61).

São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista, mártir no ano 156, declarou: "Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém" (Martírio de Policarpo 14,1-3).

Teófilo de Antioquia, ano 181, confirmou: "Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]" (Segundo Livro a Autólico 15,3).

S. Irineu de Lião, ano 189, afirmou: "Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus [...]" (Contra as Heresias I,10,1).

"Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto d'Ele antes de toda a criação" (Contra as Heresias IV,20,4).

Tertuliano, escritor romano cristão, no ano 210: "Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: 'Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'" (Do Batismo 13).

E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:

"Cremos [...] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas" (Credo de Nicéia).












Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

FAÇAMOS TUDO NA COMPANHIA DE JESUS

Não há coisa melhor e mais segura na vida do que nos confiarmos aos cuidados de Deus. Com simplicidade de coração, como as criancinhas que dependem da mãe para tudo, abandonemo-nos nas mãos do Senhor, e em cada atividade a ser realizada, a cada momento, peçamos a ajuda de Jesus para cumpri-las. E mesmo que saibamos como fazê-las, peçamos ao Senhor que nos ensine a fazê-las do jeito d’Ele.

Deus é muito simples e nesta forma simples de nos relacionarmos com Ele nos aprofundaremos na intimidade com Ele; seguramente, O amaremos mais, porque se só ama aquilo que se conhece.

“Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus Ele o criou: homem e mulher os criou” (Gn 1,27). Quanto mais convivermos com o Senhor, tanto mais a semelhança d’Ele em nós será restaurada. Somente vivendo próximos do Senhor seremos capazes de acolher e demonstrar misericórdia por aqueles com quem convivemos e que vêm ao nosso encontro.

Peçamos ao Senhor a graça de sermos misericordiosos e compassivos como Ele o é. Clamando ao Espírito Santo que, neste dia que se chama hoje, renove toda a nossa vida e encha o nosso coração com os Seus dons.

“Ó vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai e enchei os nossos corações com vossos dons celestiais”.

Senhor, queremos hoje viver na Tua companhia em todos os momentos.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

luziasantiago.com

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O ESPÍRITO DO NATAL


Deixa eu ver se o espírito do Natal
já está na sua casa.


Não, não quero
ver a árvore iluminada na sala,
nem quero saber quanto você já
gastou em presentes.


Quero sim,
sentir no ambiente a mensagem viva do
aniversariante desse Dezembro mágico:
toda a família está unida?


O perdão já eliminou aquelas desavenças
que ocorrem no calor das nossas vidas?



Não quero ver a sua despensa cheia,
quero saber se você conseguiu doar
alguma coisa do que lhe sobra,
para quem tem tão pouco,
às vezes nada.



Não exiba os presentes que você já comprou,
mesmo com sacrifício,
quero ver aí dentro de você a preocupação
com aqueles que esperam tão pouco,
uma visita, um telefonema, uma carta,
um e-mail...



Quero ver o espírito do Natal entre pais que
descobrem tempo para os filhos,
em amigos que se reencontram e podem parar
para conversar,
no respeito do celular desligado no teatro,
na gentileza de quem oferece o banco
para o mais idoso,
na paciência com os doentes,
na mão que apóia o deficiente visual na
travessia das ruas,
no ombro amigo que se oferece para
quem anda meio triste,
perdido.





Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas,
respeitando os animais,
a natureza que implora por cuidados tão simples,
como não jogar o papel no chão,
nem o lixo nos rios.


Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas,
no convite ao consumo,
mas no enfeite que a bondade faz no
rosto das pessoas generosas.





Por fim, mostre-me que o espírito do Natal
entrou definitivamente na sua vida,
através do abraço fraterno, da oração sentida,
do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,
do riso franco,
do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz,
não resistir ao desejo de fazer outras pessoas,
também felizes.



Deixe o Natal invadir a sua alma,
entre os perfumes da cozinha que vai se
encher de comidas deliciosas,
no cheiro da roupa nova que todos vão exibir,
abrace-se à sua família e façam alguns
minutos de silêncio,
que será como uma oração do coração,
que vai subir aos céus,
e retornar com um presente eterno,
duradouro:
o suave perfume de Jesus, perfume de paz,
amor,
harmonia e a eterna esperança de que um dia,
todos os dias serão como os dias de Natal.






Feliz Natal para você e para os seus!




Autor: Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ADVENTO → TEMPO DE ESPERA

                                                   O  que é Advento?
Advento é o início do ano litúrgico,é tempo  de  espera
pela vinda do Salvador .A palavra ADVENTO vem do Latin   adeventus  que significa á  de chegar.Por isso se fica á espea , se fica atento , a chegada do noivo que vem ao enconto de sua noiva.Para nós catóicos o advento é um momento de vigilancia , oração e espera.

                                               A COROA DO ADVENTO
A coroa do advento é um círculo. envolvido por folhas verdes , e também por quatro velas, e uma fita vermelha que é amarada em volta das quto velas.
→As velas:
*A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva.
*A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida.
*A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna.
*A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

→A fita vermelha:
Significa o amor de Deus que envolve  a manifestação do noso amor , que espera ansioso a vinda do Senhor.

→O círculo:
Sinal de uma aliança que jamais terá fim.
→Os ramos Verdes:
Significa a esperança da vinda do Senhor.

→O Presépio:
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

No sofrimento, onde está o amor?

Muito me pergunto qual a verdadeira relação entre sofrimento e amor? Já ouvi dizer que o sofrimento é característica dos verdadeiros amantes, mas, ao mesmo tempo, no cotidiano percebemos que, muitas vezes, os sofrimentos que trazemos nos afastam de sentimentos e ações ligados ao amor. Existe alguma ligação entre essas duas realidades ou são completamente antagônicas?
Na maioria das ocasiões em que pensamos sobre o assunto [sofrimento], vêm à nossa mente emoções e sensações ligadas à dor, a frustrações ou à ausência de prazer. Com isso, somos propensos a pensar que o sofrimento não tem ligação com o amor. Exatamente porque, quando experimentamos alguma situação de dor, talvez não consigamos identificar nela a realidade do amor. Mas fazendo uma leitura cristã – e aqui eu apoio-me em uma reflexão de Bento XVI – o sofrimento se torna um trampolim, um degrau, uma característica de quem realmente ama.
Assim diz o Santo Padre em uma das suas alocuções: “Não há amor sem sofrimento, sem o sofrimento da renúncia a si mesmo, da transformação e purificação do eu para a verdadeira liberdade. Onde não houver algo pelo qual valha a pena sofrer, também a própria vida perde o seu valor”. A partir dessa reflexão, podemos compreender que o sofrimento toma uma conotação positiva, exatamente porque ele é carregado de sentido. Dessa maneira, ele faz-nos perceber que determinada situação ou pessoa é carregada de significado para nós. Ao passo que identificamos que realmente existe o amor, temos a oportunidade de assumir as consequências dessa atitude de amar mesmo que ela traga, em determinado momento, o desafio do sofrer.



Mas esse sofrer que refletimos e que Bento XVI nos aponta, não é um sofrer passivo, pelo contrário, é um sofrer ativo. Não ficamos parados, inertes em nosso dia a dia esperando o sofrimento. É o movimento completamente diferente, a partir do momento em que caminhamos em direção a determinado objetivo, motivados pelo amor, deixamo-nos purificar pelos sofrimentos que a própria vida nos apresenta. Lembre-se: todos sofremos! Agora, depende somente de você a resposta a esse sofrimento; tenha coragem, não fuja. Esse degrau é importantíssimo para a sua felicidade. Lembre-se: sofrimentos podem se tornar degraus para o nosso crescimento.


Ao olharmos para o exemplo do Cristo percebemos que o suplício da Cruz e toda a sua humilhação só valeram a pena, só tiveram sentido porque no coração d'Ele o motor, a motivação era o amor, amor ao Pai, à Sua Vontade, amor àqueles a quem Ele foi enviado. No momento da suprema agonia podemos entender melhor essa relação entre sofrimento e amor. Jesus Cristo sofrera tanto que os Seus sentidos se fecharam em um movimento de autodefesa. Em uma súplica ao Pai, Nosso Senhor levanta a possibilidade de desistir. Mas nem de longe isso foi algo negativo, antes é uma revelação de como o sofrimento pode fechar-nos em nós mesmos, por causa do medo, algo próprio do ser humano. Apesar disso, o Senhor foi além. Aceitando a crucifixão como consequência de Sua missão, Ele ensina-nos que o coração do homem é capaz de responder de maneira responsável e consciente diante de qualquer tragédia. Cristo acolheu o Seu martírio tendo a convicção de que o mesmo amor que O levava a abraçar a morte Lhe traria novamente a Vida.
Na agonia e no mistério da Cruz conseguimos tocar no amor que dá sentido à nossa dor, à nossa agonia. Cristo Jesus amou-nos tanto que Ele passou amar a Sua Cruz, Sua Paixão.
Diante da afirmação de Bento XVI, posso perguntar a você: Deparando-se com a sua realidade hoje, pelo que vale a pena sofrer? Pelo que vale a pena encarar a dor, na esperançosa certeza de que por causa do AMOR vale a pena passar por isso?
Na certeza de que o Amor nunca decepciona e que ele é o grande sentido para as nossas vidas e nossas vocações, assumamos as consequências de amar, sabendo que, quando o sofrimento chegar, temos a oportunidade de responder de maneira positiva, usando dele (sofrimento) para sermos melhores e ajudarmos os outros a também serem, à imagem do Bom Pastor.





Luis Filipe Rigaud





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus


Por que uma Solenidade para Todos os Santos?






 No dia 1º de Novembro a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição ela foi colocada neste dia, logo após o 31 de outubro que os Celtas ingleses, pagãos, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).

Nesse dia a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando numa única solenidade todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem aquela multidão de Santos que povoam o Reino dos céus que São João viu no Apocalipse: “Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel… Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,”. “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4 - 14)


Esta imensa multidão de 144 mil, “que está diante do Cordeiro” compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonização através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.



Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número 12 e o número 1000 significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil Santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro RELAÇÃO DOS SANTOS E BEATOS DA IGREJA, eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5000 dos mais importantes, e os coloquei em ordem alfabética.


A “Lúmen Gentium” do Vaticano II, lembra que: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956)

Na hora da morte, S. Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.

O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita”. (§2692)
A marca dos Santos são as Bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso este trecho do Evangelho de S. Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os Santos viveram todas as virtudes e por isso são exemplos de como seguir Jesus Cristo.

Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.


Esta Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro
Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).

O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse S. Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” ( Hom. in Cant. 8).


Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br


OBS:Neste ano será celebrado no dia 07 de novembro  1°domingo após o dia 1° de novembro,pois a Solenidades de Todos os Santos é uma Solenidade Universal, por tanto deve ser celebrada no domingo considerado pela Igreja o Dia do Senhor. 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

''Outubro: O mês das missões''




O mandato de Cristo é: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28, 19-20)
As missões na Igreja Católica vem desde os primórdios pois o próprio Cristo enviando os discípulos da época nos envia hoje a sermos os novos missionários que se poreocupam em anunciar o Evangelho de Cristo em tempos tão difíceis , em tempos que a vida se vê ameaçada, em um mundo,como diz a canção: ''nos resta apenas confiar em Deus''. O mês das missões é o mês de outubro é o mês em que toda a igreja unida ao Santo Padre o Papa reza especialmente pelas missões pois como o próprio Cristo nos ensinou:
''Pedi ao Senhor da messse que envie mais operários pois a messe é grande e os operários são poucos'' (Mt9,37).
  Hoje nós somos  os novos missionários de Cristo e é preciso tomarmos consciência de que o mundo está sedento de Deus , está sedento de um novo batismo no Espírito Santo está sedento de homens e mulheres que estejam dispostos a deixar tudo para levar o nome de Jesus a todas as nações onde a televisão, o futebol, as festas e outras coisas mais tomarm o lugar de Deus em tantos lares , onde o rádio e o jornal convenssem mais cabeças do que o sacerdote falando do amor de Deus a nós.
Essa é a nossa missão anuncia o reino de Deus a todas as nações.

Santa Terezinha do menino Jesus a padroeira das missões nos ensina a amar pois sem amor não é possivel servir , não é preciso ser como a águia que voa alto e olha diretamente o sol é preciso ser apanas como passarinhos nas mãos do nosso Senhor e nos deixar se instrumentos do Senhor.

Santa Terezinha do menino Jesus rogai por nós!

Autor:Matheus Henrique

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Bíblia: a história de uma aliança


O que é a Bíblia?
É Um conjunto de 73 livros de vários autores, escritos em épocas e locais diferentes,
 durante mais de mil anos.


Certamente uma coleção literária com tais peculiaridades correria o risco de
dispersão no seu conteúdo. Por que isso não aconteceu? Porque há um fiocondutor,
uma idéia comum que perpassa todos eles,
do Gênesis, ao Apocalipse: a aliança entre Deus e os homens. Aliança é um acordo
entre duas partes que vale como um contrato escrito, mas a aliança bíblica não foi
assinada em nenhum documento, já que, no tempo dos  primeiros livros sagrados, a
comunicação era feita por meio da palavra falada. Uma vez que fosse pronunciada,
não podia ser anulada ou desmentida, e, quando se tratava de uma bênção, ou
maldição, ela acompanhava a pessoa a quem se dirigiam. Quando Deus criou o
homem, já o fez participante da aliança consigo. Por isso não consta um pacto
explícito de comunhão no relato da criação, visto que a semente do amor entre Deus
e a humanidade foi plantada no coração humano. Com a desobediência de Adão e
Eva, desfez-se o relacionamento original entre o criador e sua privilegiada criatura.
E, como foi rompido o vínculo pelo Pai, desaparece o laço da fraternidade e Caim
mata Abel. A partir daí o homem vive a tensão entre estar com Deus ou distanciar-se
dele. Porque o abismo do desamor foi crescendo, o mal foi minando todas as
realidades terrenas, até que Deus, depois de séculos, refaz a aliança do Sinai,
quando entrega a Moisés as tábuas da lei. Naquele momento, Javé falou: " voz
sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6). O evento do
Sinai é a chave de leitura do antigo Testamento, narrativa da primeira aliança, que
prepara a definitiva - a nova aliança -, assinada com o sangue de Jesus no monte
Calvário. Estamos no mês da bíblia, e o nosso compromisso com a palavra de Deus
é viver, nesta sociedade de tanta desunião, a nossa aliança com ele, revelada na
fraternidade, sinel mais marcante do seu reino.
 
Fonte: Dom Geraldo Majella Agnelo
Cardeal Arcebispo de Salvador

Guardar a palavra de Jesus



O evangelista João, definido como alguém saturado de revelação, põe nos lábios de Jesus uma palavra
muito apropriada, para nossa meditação neste mês da Bíblia: "Se alguém me ama, guardará a minha
palavra, e o meu pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama não
guarda a minha palavra" (jo 14, 23-24).
Jesus é a palavra que se fez carne. Ele é para o mundo, a revelação do Pai: "Quem me vê, vê o Pai!" (jo 14, 9); é a presença do Deus único e inacessível: Deus feito visível e posto a nossa disposição! Toda atitude de Jesus é a revelação do Pai. Podemos contemplar toda a sua vida, adorando o mistério de Deus entre nós. Ele é o eterno que todos desejsmos do mais profundo do nosso coração. No seu rosto, contemplamos a amabilidade incomensurável do Pai. Contemplando Jesus experimentamos que somos amados por Deus. Jesus é Deus que se oferece por mim.
Mais ainda, Jesus nos chama a estar nele. A nossa realidade humana se torna fecunda na comunhão com Jesus e entre nós: " Viremos e faremos nele a nossa morada!" E o mesmo João nos exorta: "...sabereis que eu sou no meu Pai, vós em mim, e eu em vós. Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele" (jo 14, 20-21).
Se estamos em Deus, a nossa vida não pode ser outra senão a manifestação da fraternidade. Sabendo-nos amados por Deus, podemos amar uns aos outros.
A revelação do mistério amoroso de Deus em Jesus - verbo feito carne - se dá na perspectiva e na realidade do serviço, É no esvaziamento que Jesus revela a glória de Deus. Ele se levanta da mesa, depõe o manto e começa a servir: " Se eu, o Senhor mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós" (jo 13, 14-15).
Guardar a palavra de Jesus, ser discípulos da palavra - feita carne que habita entre nós -, significa tornar nossas atitudes capazes de manifestar a transparência da sua presença em nosso meio.

Fonte: Dom Geraldo Majella Agnelo
Cardeal arcebispo de Salvador


*trecho extraído de: www.alterchristus.com